Sempre que humanos manifestam hostilidade gratuita contra mim, eu enxergo a intencionalidade dEle.
O que eu faço aqui é um trabalho vão. Quase ninguém vai ler. Quem ler não vai entender. Mesmo se eu escrevesse melhor, ninguém se interessaria pela minha vida fracassada. Isso tem um lado positivo. Eu posso expressar os meus pensamentos mais insólitos em paz, sem ninguém ficar enchendo o saco. Usar esse site como uma privada emocional tem sido um alívio nas últimas semanas. Mas de vez em quando aparece um pentelho pra tentar me desestabilizar.
Parte do que eu postei aqui também está disponível no Reddit. E eu nem uso mais o Reddit direito. Desativei a página inicial, parei de seguir todas as comunidades… Quando abro o aplicativo, dou de cara com um feed vazio, completamente em branco. Também desativei as recomendações de conteúdo que eu recebia nas notificações. Isso me trouxe muita paz.
Antes de trazer meus textos pra cá, eu havia sido censurado pelos moderadores de certas comunidades. E acabei usando o meu próprio perfil no Reddit para repostar eles em um primeiro momento. Minha intenção era realmente continuar confrontando quem decidisse abrir o meu perfil e se deparasse com meus argumentos. Com a criação e manutenção deste blog, isso se tornou obsoleto. Acabei privando o meu perfil do Reddit, e achei que ninguém mais ia me importunar, afinal faz meses desde a minha última postagem.
Volta e meia eu recebo uma resposta solta a um post que fiz dois meses atrás. Isso até faz algum sentido, pois postei em comunidades específicas, o que gerou uma repercussão significativa em alguns casos. Mas não é esse o caso dos textos que postei diretamente no meu perfil. Esses recebem um número bem menor de visualizações. E o número de interações ativas que eles atraem (como upvotes ou comentários) é quase zero.
Recentemente, um humanoidezinho mequetrefe resolveu comentar no meu texto sobre reorientação sexual só pra me contrariar. Resumiu toda a minha situação à homofobia internalizada, mesmo eu deixando claro em vários momentos que o meu sofrimento advém do fato de ser rejeitado por outros homossexuais. A homossexualidade intrinsecamente é algo disfuncional, mas eu não me importo com isso, porque eu gosto de ser uma aberração. Meus atritos com a comunidade gay nada têm a ver com preconceito. Preconceito é algo preconcebido, uma opinião que se forma antes de conhecer o outro. Mas eu conheço muito bem esses pedaços de merda ambulantes que fazem sexo com outros homens, por isso o que falo sobre eles tem fundamentação empírica.
Desde os meus 11 anos, eu sempre vi a homossexualidade como algo natural, e me questionava por que outras pessoas polemizavam tanto algo simples e banal como se atrair por indivíduos do mesmo sexo. Passei anos tentando rebater falas problemáticas emitidas por homofóbicos, e talvez o abismo da homofobia tenha me “encarado de volta”. Acabei adquirindo uma visão mais desapaixonada sobre o assunto. Hoje eu sei que a homossexualidade só deixou de ser classificada como uma doença por pressão de movimentos políticos, e não por uma metodologia estritamente científica. É lamentável que os gays tenham adquirido tanta aceitação pela sociedade, mas espero que isso seja revertido com o tempo. As facilidades e os direitos que a comunidade gay conquistou são diretamente responsáveis pelas dinâmicas de objetificação e desumanização observadas em ambientes como o Grindr. Se fosse mais difícil encontrar um cara que gosta de homens, os gays teriam que se contentar com o que aparece para eles. Isso permitiria que um cara inseguro e dilacerado como eu tivesse algum sucesso sexual.
Por isso eu não me incomodo em ter internalizado um pouco de homofobia após todas as discussões que eu tive com homofóbicos. Faço questão de usar toda essa munição que os preconceituosos me deram contra os caras que me rejeitaram. Nenhum homofóbico que eu tenha conhecido me fez tanto mal quanto os gays que me rejeitaram.
O humanoide me acusa de ser egodistônico por estar em desacordo com a minha própria sexualidade. Mas meu principal problema não é interno. São vocês. Sempre estive nadando contra a maré. Meu desacordo é com o resto do mundo. Por isso acho que “exodistônico” seria um termo mais apropriado.